Em 2025, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos pediátricos, consolidando-se como referência no cuidado infantil. A rede, que inclui o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), tem se destacado por oferecer um atendimento humanizado, marcado por acolhimento, empatia e dedicação.
Durante o ano, milhares de crianças passaram pelas unidades. Apenas no HRSM foram quase 30 mil atendimentos, incluindo casos de internações prolongadas. Entre eles, está o pequeno Luan Emanuel Ramos Veloso, de 4 anos, que enfrentou uma sinusite após um quadro gripal. Sua mãe, Francisca Ramos, destaca o papel da brinquedoteca no processo de recuperação. “No início ele chorava, mas agora já se acostumou. O carinho da equipe fez toda a diferença”, relata.
O Hospital de Base é o único do IgesDF com UTI Pediátrica, que atendeu 723 pacientes entre janeiro e setembro. Nos meses de maior incidência de doenças respiratórias, uma unidade temporária foi aberta para ampliar a oferta de leitos. 64% dos casos estavam ligados à bronquiolite aguda viral, um dos principais desafios sazonais da pediatria.

Trabalhar com crianças exige uma atenção diferente do médico | Foto: Alberto Ruy/IgesDF
Além da estrutura física, o diferencial está no olhar humanizado dos profissionais. O pediatra Tiago Moisés explica que o trabalho exige sensibilidade. “A criança nem sempre consegue expressar o que sente. Os pais se tornam a voz dela. É uma relação de confiança mútua.” Já a médica Loren Nobre ressalta o impacto emocional do acompanhamento a longo prazo. “Ver um bebê se tornar uma criança saudável é fazer parte da história de uma família”, afirma.
O IgesDF tem se empenhado em integrar o cuidado médico ao suporte emocional, reconhecendo que o bem-estar infantil está ligado não apenas à cura física, mas também à atenção à mente e às relações afetivas.
Análise
O crescimento no número de atendimentos pediátricos no DF revela um avanço importante no acesso à saúde pública, mas também reforça a urgência de políticas mais amplas de prevenção e educação em saúde infantil. A demanda crescente, especialmente por doenças respiratórias, mostra que ainda há desafios estruturais e sociais que precisam ser enfrentados com estratégias permanentes — e não apenas emergenciais.
O destaque do IgesDF está em compreender que o ato de cuidar vai além do tratamento clínico. O acolhimento emocional e a escuta ativa das famílias fortalecem os vínculos afetivos, essenciais para o desenvolvimento saudável das crianças. Em tempos de sobrecarga no sistema público e distanciamento social crescente, iniciativas que integram humanização e eficiência se tornam exemplo de como a saúde pública pode também educar e transformar.
Ao investir em ambientes acolhedores, como brinquedotecas e espaços de convivência, o DF sinaliza uma mudança cultural: a de que a infância merece ser tratada com sensibilidade e respeito, não apenas como paciente, mas como sujeito integral. Esse olhar sensível é o que transforma cada atendimento em um ato de cidadania e esperança.
