Alcance híbrido e visibilidade para novos talentos
Executivos da Disney explicam que a união combina o alcance massivo da TV aberta com os algoritmos do streaming, capazes de prolongar a vida útil do conteúdo e aumentar a exposição dos participantes. Além das apresentações ao vivo, o público poderá rever episódios completos, acessar bastidores e consumir conteúdos extras sob demanda.
A novidade é considerada um diferencial importante para os candidatos. Se antes a visibilidade dependia exclusivamente da repercussão televisiva, agora os artistas terão mais chances de engajamento em plataformas digitais — ambiente onde jovens concentram grande parte do consumo de entretenimento.
Mercado de streaming em alta
O movimento acontece em um momento de forte crescimento do setor de OTT (over-the-top) no Brasil. De acordo com levantamento da Kantar IBOPE, cerca de 64% dos brasileiros conectados já assistem conteúdo por smart TVs. Outro estudo aponta que o mercado nacional de vídeo digital movimenta quase R$ 70 bilhões por ano, enquanto, em nível global, a expectativa é de crescimento médio de 23,5% ao ano até 2029.
Esses números reforçam que o streaming deixou de ser tendência para se tornar peça central na forma como o público consome cultura e entretenimento — especialmente entre os mais jovens.
Júri diverso e retorno de Tiago Leifert
A nova edição do The Voice Brasil conta com um júri renovado e plural: Mumuzinho, Péricles, Matheus & Kauan e Duda Beat representam diferentes estilos musicais e públicos. O comando segue com Tiago Leifert, apresentador que já marcou sua trajetória no programa.
O desafio do SBT
Apesar da expectativa, a estreia também coloca o SBT diante de um desafio: sustentar um reality consagrado por anos na Globo, criando identidade própria e conquistando a confiança do público. A coincidência da data com a reexibição da icônica morte de Odete Roitman, em Vale Tudo, evidencia o peso da concorrência direta e a disputa pelo tempo de tela do telespectador.
Um novo palco para marcas e anunciantes
Se para os artistas o The Voice Brasil representa um trampolim internacional, para as empresas o programa se torna uma janela estratégica de publicidade.
A exibição simultânea em TV aberta e streaming amplia o alcance das campanhas, conectando marcas a públicos distintos: o tradicional, que ainda consome televisão, e o digital, formado majoritariamente por jovens que privilegiam conteúdos sob demanda.
Essa convergência oferece às empresas a oportunidade de criar ações multiplataforma, capazes de dialogar diretamente com consumidores de diferentes perfis. Para marcas que buscam se aproximar da Geração Z e dos millennials, o The Voice se posiciona como um dos poucos programas de massa com forte penetração tanto no horário nobre da TV quanto nas telas do streaming.
Além da visibilidade, a atração ainda carrega atributos de engajamento: música, emoção e competição, elementos que favorecem campanhas criativas e conexões mais emocionais com o público.
Conclusão
Mais do que um reality musical, o The Voice Brasil 2025 simboliza um movimento de reinvenção da indústria de entretenimento. Para os artistas, abre portas para reconhecimento além das fronteiras brasileiras. Para o SBT, um teste de fôlego em busca de relevância. E para as empresas, uma oportunidade única de comunicar suas marcas em um ecossistema que integra TV aberta, streaming e redes sociais, atingindo em cheio o público jovem e digitalizado que dita tendências de consumo.
