A governadora Raquel Lyra oficializou, nesta quinta-feira (26), o repasse de R$ 1,5 milhão à Arquidiocese de Olinda e Recife para a reconstrução do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, no Recife. O templo, que sofreu um grave desabamento em agosto, terá sua restauração concluída até as festividades de 8 de dezembro, data de grande importância para a comunidade católica e para o turismo religioso da capital pernambucana.
O recurso será aplicado na reforma do telhado e da estrutura metálica, com acompanhamento técnico da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). A arquidiocese será responsável pela contratação da empresa executora, enquanto o Governo do Estado garantirá fiscalização e suporte.
“Nosso compromisso é devolver à população um espaço seguro e restaurado, símbolo de fé e patrimônio cultural do Recife”, declarou Raquel Lyra. O arcebispo Dom Paulo Jackson destacou a importância da parceria entre Estado e comunidade, incentivando doações para reforçar a obra.
Desde o acidente, o Governo de Pernambuco atuou tanto no apoio às famílias das vítimas quanto na elaboração do projeto de reconstrução, em parceria com a Fundarpe e outros órgãos. A previsão é de que a reforma preserve as características originais do templo, com adequações modernas de segurança e sustentabilidade.
Análise:
O investimento de R$ 1,5 milhão na recuperação do Santuário de Nossa Senhora da Conceição vai além da restauração de um espaço religioso. A medida tem impacto direto na economia local, especialmente no setor de turismo religioso, que movimenta hotéis, restaurantes, transporte e comércio durante as tradicionais romarias de dezembro. A previsão de entrega antes do feriado fortalece não apenas a tradição cultural, mas também a geração de emprego e renda.
Do ponto de vista social, a iniciativa resgata um patrimônio afetivo e histórico da cidade, reafirmando a importância da preservação de símbolos que unem a comunidade. Já no campo econômico, representa investimento estratégico: cada real aplicado na preservação de bens culturais tende a retornar multiplicado em forma de tributos, circulação de capital e fortalecimento do comércio local. Dessa forma, o repasse do governo não é apenas um gesto de fé, mas também de desenvolvimento sustentável e valorização da identidade pernambucana.
